Trás-os-Montes e alto douro

Uma das onze províncias portuguesas, criadas em 1936 e formalmente extintas em 1976, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro situa-se no Nordeste de Portugal continental, correspondendo aos distritos de Bragança, Vila Real, a quatro (dos 24) concelhos do distrito de Viseu e a um (dos 14) concelho do distrito da Guarda.

É limitada a Norte e a Leste com Espanha (províncias de Ourense, na Galiza, e Zamora e Salamanca, em Castela e Leão), a Sul com a Beira Alta, e a Oeste com o Minho e Douro Litoral.

Atualmente, este território corresponde às NUTS III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos – Unidades Administrativas) Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Barroso e Douro (excluindo os concelhos de Moimenta da Beira, Penedono, Sernancelhe e Tarouca).



Com uma extensão 5.538 km2 e, de acordo com os dados dos Censos 2021 do Instituto Nacional de Estatística, densidade populacional de 19 habitantes por km2, as Terras de Trás-os-Montes integram os concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

A região apresenta duas realidades distintas no que diz respeito às características morfológicas e climáticas, que deram origem às designações Terra Fria e Terra Quente Transmontana. A primeira é constituída por relevos com uma altitude mais elevada e um clima mais frio e húmido, a segunda apresenta relevos de altitude mais baixa e um clima mais quente e seco.

O território possui amplos recursos agrícolas e florestais, sendo que o setor agroindustrial assume especial relevo na economia da região alicerçado na produção de hortícolas e frutícolas como a castanha, amêndoa, cereja, cogumelos e produção de azeites e vinhos.

É uma região de cultura genuína, que se traduz em festas e tradições ancestrais únicas no país, como são as Festas de Inverno que se estendem desde o Natal até ao Carnaval.

Saiba mais sobre a região de Trás-os-Montes na página da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.



A região do Alto Tâmega e Barroso, constituída pelos municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, abrange uma área de aproximadamente 2 922 km2 e, em 2021, registava uma população residente de 84.248 habitantes.

A atividade agrícola e a agroindústria detêm um papel primordial no panorama económico deste território de baixa densidade.

A atividade turística assume-se como outra das apostas estratégicas do Alto Tâmega e Barroso, fundada numa oferta de turismo termal e património cultural, destacando-se os monumentos nacionais com grande interesse turístico, assim como manifestações culturais diversas com base em tradições etnográficas.

Saiba mais sobre o Alto Tâmega e Barroso na página da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso.



A NUT III Douro compreende 19 municípios: Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real. Os Censos 2021 apuraram 183.886 habitantes, concentrando o eixo urbano Vila Real/Peso da Régua/Lamego mais de 50%.

Corresponde basicamente à região natural do Alto Douro, e grande parte do seu território está integrado no Alto Douro Vinhateiro, área classificada pela UNESCO, em 2001, como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

A vinha, o vinho e a paisagem constituem o valioso tripé da região do Douro, uma vez que sobre estes se sustentam e dinamizam a vitivinicultura – atividade económica de base da região – e o turismo – atividade económica francamente próspera, em particular o enoturismo.

A cultura da vinha e do vinho desta região têm uma marca e imagem de escala internacional, desde o vinho generoso, ao vinho de mesa, passando pelos espumantes naturais.

Saiba mais sobre o Douro na página da Comunidade Intermunicipal do Douro.



A Universidade Politécnica de Bragança tem instalações – campi – nas cidades de Bragança, Chaves e Mirandela e desenvolve inúmeras atividades deslocalizadas nos municípios de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso, Vinhais, Boticas, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.

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